Blog da Vereadora Madalena Mafra

Meu objetivo é que este Blog funcione como um canal de informação e prestação de serviços para a população. Aqui, todos poderão acompanhar as ações que tenho feito em prol da melhoria da qualidade de vida dos moradores, além de esclarecer dúvidas, dar sugestões e fazer solicitações. Enfim, terão contato direto comigo. Juntos faremos a diferença.



O Povo lotou o plenário da Câmara e aos gritos de é 'é hoje' tentou pressionar os Vereadores.



De nada adiantou a pressão que o prefeito Márcio Farias quis impor aos vereadores de oposição, no sentido de que os mesmos votassem a ‘toque de caixa' o Projeto de Lei N.º 001/2011, de autoria do executivo, que autoriza o município a doar 200 lotes de terra.

Como não tem mais maioria na casa legislativa, o gestor, ou pessoas ligadas a este, colocou carro de som, usou a rádio para anunciar e mandou espalhar que estava enviando o projeto em regime de urgência urgentíssima ao legislativo. Como resultado um grande número de pessoas compareceu à sessão realizada no último dia 21, querendo que o projeto fosse votado no mesmo dia em que havia sido apresentado, sem, contudo, dar tempo aos vereadores para propor emendas.

Assim que a sessão foi iniciada, a cada pronunciamento dos vereadores de situação, que vociferavam ao microfone que o projeto tinha de ser votado naquela sessão, o povo presente respondia com aplausos. A cada vereador de oposição que defendia um tempo maior para estudar o projeto e propor emendas, o povo respondia com vaias e insultos. Por pelo menos quatro vezes, o presidente da Câmara de Rio de Contas teve que ameaçar encerrar a sessão em virtude das manifestações exacerbadas por parte da platéia.

Entre os que se manifestaram a favor da votação no mesmo dia, prevalecia sempre o mesmo argumento, de que era um benefício para a população carente e que precisava ser votado com urgência, porque a população necessitava deste benefício. Como se o prefeito Márcio Farias tivesse assumido o mandato recentemente e não há dois anos.

Entre os que defendiam um maior debate antes da aprovação, o medo de que caso o projeto fosse aprovado como veio do executivo, poderia dar margem ao executivo para promover a distribuição dos lotes a apadrinhados, ou mesmo a pessoas que não precisam. Até mesmo questões legais foram levantadas, como por exemplo, que o projeto não especifica onde é a área em que será feito o loteamento, se a prefeitura vai dotar o mesmo da infra-estrutura necessária, entre outras questões.

Para prestar esclarecimentos ao projeto, em nome do executivo, compareceram à sessão legislativa o Secretário de Administração, Octávio Dias da Silva, e o Secretário de Infra-Estrutura em exercício, João Carlos. Representando a população, falou Daniberto Maia.

Octávio manteve a mesma linha dos vereadores que o antecederam, ressaltando a relevância social do projeto, que segundo ele visa dar mais dignidade e evitar ocupações irregulares. Ele destacou ainda que já foi vereador e, mesmo sendo oposição, sempre votou favoravelmente aos bons projetos, mesmo que houvesse alguma discordância com o executivo.

Falando em nome da população, Daniberto Maia começou dizendo que uma pessoa sem casa, não tem dignidade. Dito isto, pediu a votação com a maior brevidade do projeto, que visa garantir o acesso de pessoas carentes a lotes de terra. Ele destacou ainda ser contra a doação na base do apadrinhamento e que, por esta razão, a aprovação de uma lei era de extrema importância. A partir daí, começou a sugerir emendas, ou seja, modificações na lei que havia sido enviada pelo executivo e que segundo os vereadores não precisava ser debatida. Entre as alterações sugeridas por ele, a de que as famílias beneficiadas não tenham renda superior a dois salários mínimos; definir em lei a data e local do sorteio, caso o número de interessados seja maior que o de lotes ofertado; que a pessoa beneficiada more de aluguel ou de favor; que o prazo estabelecido em lei, de 24 meses, para que as pessoas construam suas casas, somente seja contado a partir do momento em que a prefeitura disponibilizar a infra-estrutura mínima (ruas, rede de abastecimento de água etc); que seja criada uma comissão para avaliar as pessoas interessadas que se inscreverem, formada por representantes dos poderes públicos e da sociedade civil organizada; que seja estipulado um prazo de 180 dias para que a prefeitura disponibilize a escritura do lote. Finalizando, ele disse que a votação naquele momento poderia ser perigosa.

Em seguida, o Assessor Jurídico da Câmara deu um parecer técnico, destacando que os preceitos legais precisam ser observados para que o projeto não seja questionado posteriormente na justiça por qualquer pessoa que se sinta prejudicada.

Já o Secretário de Infra-Estrutura em exercício, João Carlos, admitiu que o projeto já deveria ter sido enviado antes para a Câmara, mas ressaltou que o mesmo está sendo feito a dois dos próximo pleito eleitoral e, portanto, não pode ser classificado como eleitoreiro, embora em nenhum momento qualquer dos vereadores tenha dito isto. Ele rechaçou ainda a idéia de uma comissão, que segundo ele é desnecessária, porque segundo ele os critérios estão definidos em lei e são claros, embora o próprio representante da população tenha sugerido diversas modificações no projeto.

Dando um giro de 180º na sua posição, o representante da população mudou de idéia sobre o perigo de se votar o projeto ‘toque de caixa' e disse que por ele o projeto tinha que ser votado naquela mesma sessão. A partir daí, o clima esquentou de vez. Aos gritos de ‘é hoje', o povo tentou mais uma vez pressionar os vereadores de oposição, que se mantiveram firmes e decididos a não dar uma ‘carta branca'.

Como o tumulto não cessou, o presidente da Câmara assumiu o compromisso com a população de votar o Projeto na próxima sessão, que acontece na segunda, dia 28. Em seguida, declarou encerrada a sessão.


Fonte: http://www.jornaltribunadosertao.com.br/noticias/riodecontas/435

MENSAGEM Nº 016, DE 08 DE SETEMBRO DE 2009





Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara de Vereadores de Rio de Contas, Estado Federado da Bahia:



1- Temos a honra de submeter à elevada consideração de Vossas Excelências o Projeto de Lei nº 101/2009, que "dispõe sobre a criação do Distrito de Mato Grosso e dá outras providências".

2- Abraçamos na íntegra os argumentos legislativos da nobre Vereadora Magdalena Mafra.

3- Justificam-se os pressupostos sociais do projeto de lei retro mencionado, porque importantíssimo para a consolidação da cidadania e do estado democrático de direito.

4- Visa o presente projeto de lei, à melhoria e a descentralização administrativa municipal, bem como o atendimento eficaz dos pleitos que surgirão em decorrência de suas necessidades.


5- Roga-se, entretanto, seja dado caráter de urgência urgentíssima.


6- Certo de que Suas Excelências saberão aperfeiçoá-lo e, sobretudo, reconhecer o grau de prioridade de sua aprovação,aproveito a oportunidade para reiterar a todos protestos de elevado apreço e consideração.




Gabinete do Prefeito, 08 de setembro de 2009.




Márcio de Oliveira Farias

Prefeito Municipal





Vejam a Lei Municipal na íntegra:


http://www.io.org.br/sitesMunicipios/temp/2009_10_16196006571.pdf?CFID=1805213&CFTOKEN=93093331

Projeto de Lei - N° 094/2009

Datado de:
16/02/2009
Resumo: Autoriza o poder executivo a criar uma Casa de Apoio às Gestantes e Pacientes oriundos da zona rural, na sede do município de Rio de Contas e dá outras providências.


Projeto de Lei - N° 095/2009

Datado de: 04/05/2009
Resumo: Dispõe sobre incentivo à educação, criando a Olimpíada Municipal do Saber e dá outras providências.


Projeto de Lei - N° 096/2009

Datado de:
04/05/2009
Resumo: Dispõe sobre a criação e o desenvolvimento do Programa Horta na Escola e dá outras providências.

Sancionados em 22 de junho de 2009


Diário Oficial do município: http://www.io.org.br/sitesMunicipios/temp/2009_06_30134006571.pdf?CFID=1805213&CFTOKEN=93093331